Glossário Termos e Definições

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Abscessos

Acumulação de pus numa cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em conseqüência de inflamação.

Acesso

Um cateter conectado a um disco do tamanho de uma moeda de 25 centavos que é cirurgicamente colocado logo abaixo da pele no tórax ou no abdômen. O cateter é inserido em uma grande veia ou artéria diretamente na corrente sanguínea. Fluidos, medicamentos ou produtos sanguíneos podem ser infundidos, e o sangue pode ser coletado através de uma agulha que é presa ao disco.

Ácido desoxirribonucleico (DNA)

A substância da hereditariedade; uma molécula grande que porta as informações genéticas que as células precisam para se replicar e produzir proteínas.

Ácido ribonucleico (RNA)

Qualquer um dos diversos ácidos nucleicos que estão associados com o controle de atividades químicas celulares. O RNA é um dos dois ácidos nucleicos encontrados em todas as células – o outro é o DNA (ácido desoxirribonucleico). O RNA transfere informações genéticas do DNA para proteínas produzidas pela célula.

Acoplagem

É a coordenação normal entre os osteoblastos e os osteoclastos, para manter o equilíbrio entre a produção e a destruição óssea.

Acumulação

O processo de incluir pacientes em um estudo clínico (estudo de pesquisa), ou o número de pacientes já incluídos em um estudo ou que se espera incluir em um estudo.

Agente antiemético

Um medicamento que evita ou controla a náusea e o vômito.

Agente antifúngico

Um medicamento usado para tratar infecções fúngicas.

Agente antineoplásico

Um medicamento que evita, mata ou bloqueia o crescimento e a disseminação de células cancerosas.

Agentes alquilantes

Um agente quimioterápico, como melfalano ou ciclofosfamida. Alquilante refere-se ao modo que esses agentes têm ligação cruzada com o DNA de células do mieloma e bloqueiam a divisão celular.

Agudo

Um início súbito de sintomas ou da doença.

Albumina (ALB)

Proteínas simples hidrossolúveis que são encontradas no soro do sangue e muitos outros tecidos de animais e plantas.

Alogênico

Vide “Transplante de medula óssea”

Amiloidose

Uma condição em que cadeias leves do mieloma (proteínas de Bence Jones) são depositadas em tecidos e órgãos em todo o corpo. Isto ocorre mais comumente com proteínas Bence Jones lambda do que nas kappa. Em pacientes com amiloidose, as proteínas de cadeia leve se ligam a determinados tecidos, como coração, nervos e rim, ao invés de serem excretadas para fora do corpo através dos rins.

Analgésico

Qualquer medicamento que alivia a dor. Aspirina e acetaminofeno são analgésicos leves.

Análogo

Um composto químico que é estruturalmente semelhante a outro, porém difere ligeiramente em composição.

Anemia

Um decréscimo na hemoglobina, geralmente abaixo de 10 g/dL (com mais de 13-14 g/dL sendo o normal). Mieloma na medula óssea bloqueia a produção de hemácias (eritrócitos), causando falta de ar, fraqueza e cansaço.

Anestesia

Perda do sentido ou da consciência. Anestesia local causa a perda do sentido em uma parte do corpo. Anestesia geral adormece a pessoa.

Angiogênese

Formação de vasos sanguíneos, que geralmente acompanha o crescimento de tecido maligno, incluindo mieloma.

Antibióticos

Medicamentos usados para tratar infecções.

Anticorpos

Uma proteína produzida por determinados glóbulos brancos (plasmócitos) para combater infecções e doenças na forma de antígenos, como bactérias, vírus, toxinas ou tumores. Cada anticorpo pode se ligar somente a um antígeno específico. A finalidade desta ligação é auxiliar a destruir o antígeno. Anticorpos podem agir de diversas maneiras, dependendo da natureza do antígeno. Alguns anticorpos incapacitam diretamente os antígenos. Outros fazem o antígeno mais vulnerável à destruição por outros glóbulos brancos do sangue.

Anticorpos monoclonais

Anticorpos fabricados artificialmente projetados especificamente para encontrar e se ligar às células cancerosas para fins de diagnóstico ou tratamento. Eles podem ser usados isoladamente ou podem ser usados para administração de medicamentos, toxinas ou material radioativo diretamente às células tumorais.

Antígeno

Toda substância estranha (como bactérias, vírus, toxinas ou tumores) que faz o sistema imunológico produzir anticorpos naturais quando é introduzido no ou é gerado no corpo.

Apoptose

Um processo celular normal que envolve uma série geneticamente programada de eventos que levam à morte de uma célula.

Aspiração

O processo de remover líquido ou tecido, ou ambos, de uma área específica.

Aspiração da medula óssea

Remoção, por uma agulha, de uma amostra de líquido e células da medula óssea para o exame microscópico.

Basófilos

Um tipo de glóbulo branco do sangue. Os basófilos são granulócitos

Bence-Jones

Uma proteína monoclonal de mieloma presente na urina. A quantidade de proteína de Bence Jones é expressa em termos de gramas por 24 horas. Geralmente, uma quantidade muito pequena de proteína (menos do que 0,1 g por 24 horas) pode estar presente na urina, mas esta é albumina e não proteína de Bence-Jones. A presença de qualquer proteína de Bence-Jones é anormal.

Benigno

Não canceroso; não invade o tecido em redor nem se dissemina para outras partes do corpo. GMSI é uma doença benigna.

Beta 2 microglobulina

é uma pequena proteína encontrada no sangue, sendo que níveis elevados desta proteína são encontrados em pacientes com mieloma em atividade, níveis baixos ou normais ocorrem em pacientes com mieloma incipiente, em remissão ou doença inativa. Aproximadamente 10% dos pacientes com mieloma não produzem beta 2 microglobulina. Para estes pacientes, a beta 2 microglobulina não pode ser utilizada para monitorar a doença. Numa recaída da doença, a beta 2 microglobulina pode aumentar antes que haja qualquer mudança no nível da proteína do mieloma. Portanto, em 90% das vezes a dosagem da beta 2 microglobulina é muito útil para determinar a atividade da doença.

Biópsia

Retirada de amostra de tecido para exame microscópico que auxiliará no diagnóstico.

Biópsia da medula óssea

A remoção, por uma agulha, de uma amostra de tecido do osso. As células são verificadas para ver se são cancerosas. Se forem encontrados plasmócitos cancerosos, o patologista estima quanto da medula óssea é afeada. A biópsia da medula óssea é geralmente feita ao mesmo tempo que a aspiração da medula óssea.

Bisfosfonato

Um tipo de droga que se liga à superfície do osso que esta sendo removido (corroído) e protege contra a atividade do osteoclasto.

Bomba de infusão

Um dispositivo que entrega quantidades medidas de líquidos ou medicações na corrente sanguínea durante um período de tempo.

Cálcio

Um mineral encontrado principalmente na parte dura da matriz óssea ou hidroxiapatita.

Calcitonina

é um hormônio secretado pela glândula tireóide, que bloqueia a reabsorção óssea temporariamente.

Calcitriol

é uma forma ativa de vitamina D, útil para pessoas que necessitam de uma dose extra de vitamina D.

Câncer

Um termo para doenças em que células malignas se dividem sem controle. As células cancerosas podem invadir tecidos vizinhos e se espalhar pela corrente sanguínea e sistema linfático para outras partes do corpo.

Carcinógeno

Qualquer substância ou agente que produz ou estimula o crescimento do câncer.

Catéter

Um tubo que é colocado em um vaso sanguíneo para oferecer uma via para medicamentos ou nutrientes. Um cateter venoso central (CVC) é um tubo especial que é cirurgicamente inserido em uma grande veia próxima ao coração e sai do tórax ou abdômen. O cateter permite que medicações, líquidos ou produtos sanguíneos sejam administrados e amostras de sangue sejam coletadas.

Célula

A unidade básica de qualquer organismo vivo.

Célula branca

é um dos três principais tipos de células no sangue. Há vários tipos de células brancas (isto é, neutrófilos, linfócitos e monócitos). Os neutrófilos são necessários para combater a infecção bacteriana. Os neutrófilos podem diminuir muito após a quimioterapia, causando a neutropenia. A neutropenia pode ser evitada ou reduzida usando um hormônio sintético chamado G-CSF.

Célula tronco-periférica

são as células troco-periféricas normais que dão origem aos componentes sanguíneos normais, inclusive células vermelhas, células brancas e plaquetas. As células tronco-periféricas são normalmente localizadas na medula óssea e podem ser colhidas para um transplante.

Célula vermelha

é a célula sanguínea que contem a hemoglobina e que transporta o oxigênio dos pulmões a todas as partes do corpo. Um nível baixo de células vermelhas é chamado de anemia. A produção de células vermelhas é estimulada pelo hormônio chamado eritropoetina. A eritropoetina é produzida pelos rins. Os pacientes com mieloma e insuficiência renal não produzem eritropoetina o suficiente e podem ficar anêmicos. Injeções com eritropoetina podem ajudar. A transfusão sanguínea é outra alternativa, especialmente em uma emergência. A eritropoetina sintética está sendo utilizada como profilaxia antes da quimioterapia e como terapia de suporte após a quimioterapia, para evitar a anemia.

Células B

Glóbulos brancos do sangue que se desenvolvem em plasmócitos na medula óssea e são a fonte dos anticorpos. Também conhecidos como linfócitos B.

Células sanguíneas

Estruturas minúsculas produzidas pela medula óssea; consistem de glóbulos vermelhos (eritrócitos), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas.

Células-tronco

Células imaturas que dão origem a todas as células sanguíneas. Células-tronco normais dão origem a componentes sanguíneos normais, entre eles, glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. As células-tronco são geralmente encontradas na medula óssea e podem ser colhidas para um transplante.

Cintilografia óssea

Técnica que cria imagens dos ossos em uma tela de computador indicando as áreas de lesão, doença ou cicatrização. Uma pequena quantidade de material radioativo é injetada em uma veia e circula na corrente sangüínea. Esse material é absorvido pelos ossos, particularmente nas áreas anormais dos ossos, e é detectado por um aparelho. Esse exame é excelente para determinar se o câncer se disseminou para o osso, se o tratamento está dando resultado e se as áreas de osso afetadas estão cicatrizando.

Cisto

Um acúmulo de líquido ou material semissólido dentro de um saco.

Citocina

Uma substância secretada por células do sistema imunológico que estimula o crescimento/atividade em um tipo particular de célula. As citocinas são produzidas localmente (ou seja, na medula óssea) e circulam na corrente sanguínea.

Clínico

Que envolve a observação direta de um paciente.

Cobreiro

Ver “Herpes zoster.”

Consentimento Livre e Esclarecido

Processo que exige que o médico transmita ao paciente informações suficientes sobre um procedimento proposto para ele tomar uma decisão consciente quanto a submeter-se ou não a esse procedimento. Além de explicar todos os procedimentos, o médico deve discutir os riscos, os benefícios, as alternativas e os possíveis custos.

Creatinina

Um pequeno composto químico normalmente excretado pelos rins. Se os rins estiverem danificados, o nível sérico de creatinina se acumula, resultando em uma creatinina sérica elevada. O teste de creatinina sérica é usado para medir a função renal.

Cromossomo

Uma fita do DNA e proteínas no núcleo de uma célula. Os cromossomos portam genes e função na transmissão de informações genéticas. Normalmente, as células humanas contêm 46 cromossomos.

Crônico

Que persiste durante um longo período de tempo.

Cuidado de suporte

Tratamento fornecido para evitar, controlar ou aliviar complicações e efeitos colaterais e melhorar o conforto e a qualidade de vida do paciente.

Densiometria óssea

é um estudo de raios-X que consegue medir a massa óssea, e é a melhor medida da densidade óssea.

Dexametasona

Um poderoso corticosteroide administrado isoladamente ou com outros medicamentos.

DHL

Desidrogenase láctica, enzima que pode ser usada para monitorar a atividade do mieloma.

Diagnóstico

O processo de identificar uma doença pelos seus sinais e sintomas.

Diálise

Quando os rins de um paciente não podem filtrar sangue, o sangue é limpo passando por uma máquina de diálise.

Diferenciação celular

O processo durante o qual células jovens, imaturas (não especializadas) assumem características individuais e atingem a sua forma e função madura (especializada).

DMT (Dose Máxima Tolerada)

A maior dose de um tratamento que a maioria das pessoas consegue tolerar com segurança.

Doador de medula óssea

Pessoa que doa uma medula óssea saudável para um paciente que recebeu tratamento contra o câncer em altas doses. O paciente recebe a medula saudável do doador em um transplante de medula óssea.

Doença enxerto-versus-hospedeiro

Uma reação da medula óssea doada contra o próprio tecido do receptor.

Doença estável

descreve paciente que tem alguma resposta ao tratamento, mas uma redução > 50% dos níveis de proteína do mieloma. A doença estável não é necessariamente ruim (quando comparado com RC ou RP), na medida em que o mieloma se estabilizou e não está progredindo. Uma remissão aceitável (isto é, número de meses/anos em remissão) não é necessariamente proporcional à percentagem da resposta. Um paciente nestas condições pode chegar a viver muitos anos.

Doença progressiva

Doença que está piorando, conforme documentado por testes.

Edema

Inchaço; um acúmulo anormal de líquido em parte do corpo.

Efeitos colaterais

Problemas que ocorrem devido a medicamentos usados para o tratamento da doença. Efeitos colaterais comuns da quimioterapia para câncer são fadiga, náusea, vômito, contagens reduzidas no hemograma, queda de cabelo e feridas na boca.

Eficácia

O poder de produzir um efeito; na pesquisa do câncer, ‘eficácia’ refere-se ao tratamento ser ou não efetivo.

Eletroforese

Um teste de laboratório em que as moléculas do soro (sangue) ou urina de um paciente são sujeitas à separação de acordo com o seu tamanho e carga elétrica. Para pacientes com mieloma, a eletroforese do sangue ou da urina permite o cálculo da quantidade de proteína do mieloma (proteína M) e também a identificação da característica de pico M específica para cada paciente. A eletroforese é usada como uma ferramenta para o diagnóstico e monitoramento.

Eletroforese por imunofixação

Um teste imunológico do soro ou da urina usado para identificar proteínas no sangue. Para pacientes com mieloma, ele possibilita que o médico identifique o tipo de proteína M (IgG, IgA, kappa ou lambda). A técnica de imunocoloração de rotina mais sensível identifica o tipo exato de cadeia pesada e leve da proteína M.

Ensaios clínicos

são estudos de novos tratamentos.

Enzima

Uma substância que afeta a velocidade em que alterações químicas ocorrem no corpo.

Eritrócitos

Hemácias (RBCs). Os eritrócitos carregam o oxigênio para as células do corpo e o dióxido de carbono para longe das células do corpo.

Eritropoetina

Um hormônio produzido pelos rins. Os pacientes com mieloma com rins danificados não produzem eritropoietina suficiente e podem ficar anêmicos. Injeções com eritropoietina sintética podem ser úteis. A transfusão de sangue é outra alternativa, especialmente em uma emergência. A eritropoietina sintética é usada como uma terapia de suporte durante o tratamento antimieloma para evitar a anemia.

Esqueleto apendicular

Os ossos longos (braços e pernas), que estão conectados à coluna, tórax e pelve.

Esqueleto axial

O crânio, coluna e região pélvica do esqueleto.

Estadiamento

Realização de exames e testes para saber a extensão do câncer no organismo.

Estadio

Extensão do câncer no organismo.

Esteróide

Tipo de hormônio. Os esteróides costumam ser administrados a pacientes junto com um ou mais medicamentos antineoplásicos e parecem ajudar a controlar os efeitos da doença no organismo.

Estudo clínicos

Um estudo de pesquisa de novo tratamento que envolve pacientes. Cada estudo está desenhado para encontrar melhores maneiras para evitar, detectar, diagnosticar ou tratar o câncer e para responder perguntas científicas: • Grupo controle – O braço de um estudo clínico randomizado que recebe o tratamento padrão. • Desfecho – O objetivo do estudo; o que um estudo clínico está tentando medir ou descobrir. Desfechos típicos incluem medições de toxicidade, taxa de resposta e sobrevida. • Grupo experimental – O braço de um estudo randomizado que recebe o novo tratamento. • Estudo clínico randomizado – Um estudo de pesquisa em que sujeitos de pesquisa são aleatoriamente designados para receber um tratamento em particular. • Estudo de Fase I – Um estudo desenhado para determinar a dose máxima tolerada (MTD) de um novo medicamento ou uma nova combinação de medicamentos. É geralmente o primeiro teste em seres humanos de um novo tratamento, embora em estudos de fase I de terapias de combinação os elementos individuais possam já ter sido bastante testados. Pacientes em estudos de fase I devem ter câncer avançado que é refratário a qualquer tratamento padrão. Em um típico estudo de fase I, grupos sucessivos (“coortes”) de 3 a 6 pacientes recebem o tratamento. Todos os pacientes em uma coorte recebem a mesma dose. A primeira coorte tipicamente recebe uma dose muito baixa, e a dose é aumentada em cada coorte subsequente até que um número definido de pacientes apresente toxicidade limitante da dose (DLT). O nível de dose usado para a coorte anterior é então tomado como sendo a MTD. Esta dose é usada então em um estudo de fase II. • Estudo de fase II – Um estudo desenhado para determinar a taxa de resposta de uma nova terapia que já foi testada em estudos de fase I. Tipicamente, 14 a 50 pacientes com um tipo de câncer são tratados para ver quantos têm uma resposta. Os pacientes geralmente devem ter câncer avançado que seja refratário a qualquer tratamento padrão e, além disso, devem ter doença mensurável. Se os resultados de um estudo de fase II forem promissores o suficiente, o tratamento pode então ser testado em um estudo de fase III. Se os resultados forem obviamente muito melhores do que o tratamento padrão, pode então não ser necessário fazer um estudo de fase III, e o tratamento pode passar a ser padrão com base nos resultados do estudo de fase II. • Estudo de fase III – Um estudo desenhado para comparar dois ou mais tratamentos para um determinado tipo e estágio de câncer. O desfecho de um estudo de fase III é geralmente a sobrevida ou sobrevida livre da doença. Os estudos de fase III são geralmente randomizados, de modo que os pacientes não escolhem qual tratamento recebem. Um típico estudo de fase III tem 50 a milhares de pacientes. Alguns estudos de fase III comparam um novo tratamento que tem bons resultados em estudos de fase II com um tratamento padrão mais antigo e bem conhecido. Outros estudos de fase III comparam tratamentos que já estão em uso comum. Alguns tratamentos em estudos de fase III podem estar disponíveis fora do contexto do estudo clínico.

Fator de necrose tumoral

Um tipo de modificador de resposta biológica que pode melhorar a resposta natural do corpo à doença.

Fraturas patológicas

Uma quebra em um osso geralmente causada pelo câncer ou alguma condição patológica. Ocorre em ossos enfraquecidos pelo mieloma, que não podem suportar o peso normal ou o estresse.

Freelite® - Cadeias leves livres

Uma porção da proteína monoclonal de peso molecular leve que pode ser aferida em um ensaio sensível, o teste Freelite®.

Gene

Uma sequência específica de DNA ou RNA; a unidade biológica de hereditariedade situada em um local específico no cromossomo e encontrada em todas as células do corpo. O câncer pode ocorrer quando existirem genes ausentes ou danificados.

Geneterapia

Tratamento que altera os genes. Uso dos genes para estimular o sistema imunológico. Nos estudos de geneterapia contra o câncer, os pesquisadores estão tentando melhorar a capacidade natural do organismo de combater a doença e tornar o tumor mais sensível a outros tipos de tratamento. O tratamento visa substituir os genes faltantes ou danificados por cópias saudáveis.

Genético

Herdado; tem a ver com informações que são passadas dos pais para os filhos pelo DNA nos genes.

Glóbulos brancos

Termo geral para uma variedade de células responsáveis pelo combate de germes invasores, infecção e agentes causadores de alergia. Essas células começam o seu desenvolvimento na medula óssea e depois trafegam para outras partes do corpo. Glóbulos brancos específicos incluem neutrófilos, granulócitos, linfócitos e monócitos.

Glóbulos vermelhos (Eritrócitos)

Célula sangüínea que contém hemoglobina e transporta o oxigênio para todas as partes do corpo, recolhendo delas o dióxido de carbono. A produção de glóbulos vermelhos é estimulada por um hormônio (eritropoetina) produzido pelos rins. Os pacientes com mieloma e comprometimento renal não produzem eritropoetina em quantidade suficiente e podem ficar anêmicos. Injeção de eritropoetina sintética pode ajudar. Transfusão de sangue é outra alternativa, sobretudo em uma emergência. Para evitar anemia, a eritropoetina sintética está sendo usada profilaticamente antes da quimioterapia e como terapia de suporte após a quimioterapia.

GMSI (Gamopatia Monoclonal de Significado Indeterminado)

Uma condição benigna em que a proteína M está presente, porém não existe doença subjacente.

Granulócito

Um tipo de glóbulo branco que mata bactérias. Neutrófilos, eosinófilos e basófilos são granulócitos.

Hemácias (eritrócitos)

Células no sangue que contém hemoglobina e levam oxigênio para e retiram o dióxido de carbono de todas as partes do corpo. A produção de hemácias é estimulada por um hormônio (eritropoietina) produzido pelos rins. Pacientes com mieloma com rins danificados não produzem eritropoietina suficiente e podem se tornar anêmicos. Injeções com eritropoietina sintética podem ser úteis. A transfusão sanguínea é outra alternativa, especialmente em uma emergência. A eritropoietina sintética é uma terapia de suporte usada durante o tratamento antimieloma para evitar a anemia.

Hematócrito (Hct)

A porcentagem de hemácias no sangue. Uma baixa medição de hematócrito indica anemia.

Hematogênico

Originado no sangue ou disseminado através da circulação ou corrente sangüínea.

Hematológico

Que se origina do sangue, ou disseminado pela circulação ou pela corrente sanguínea.

Hematologista

Um médico que se especializa nos problemas de sangue e da medula óssea.

Hemoglobina

Uma proteína nas hemácias que carrega oxigênio no sangue. Uma baixa medição de hemoglobina indica anemia.

Hemograma

Número de eritrócitos, leucócitos e plaquetas em uma amostra do sangue.

Herpes simples

Um vírus comum, que causa feridas geralmente ao redor da boca.

Herpes zoster

Um vírus que se instala em torno de determinados nervos em pacientes que já tiveram uma infecção de catapora (varicela), causando bolhas, inchaço e dor. Esta condição também é chamada de cobreiro.

Hipercalcemia

Um nível acima do normal de cálcio no sangue. Esta condição pode causar inúmeros sintomas, incluindo perda de apetite, náusea, sede, fadiga, fraqueza muscular, inquietação e confusão. Comum em pacientes com mieloma e geralmente resultante da destruição óssea com liberação de cálcio na corrente sanguínea. Geralmente associado a redução na função renal, já que o cálcio pode ser tóxico aos rins. Por este motivo, a hipercalcemia é geralmente tratada emergencialmente usando fluidos IV combinados com medicamentos para reduzir a destruição óssea juntamente com o tratamento direto para o mieloma.

Hormônios

Substâncias químicas produzidas por várias glândulas do corpo que regulam as ações de determinadas células ou órgãos.

IgD, IgE

são dois tipos de mieloma, semelhantes ao IgG e ao IgA, que ocorrem com menor frequência.

IgG, IgA

são os dois tipos mais comuns de mieloma múltiplo. O “G” e o “A” se referem ao tipo de proteína produzida pelas células do mieloma. A proteína do mieloma, que é uma imunoglobulina. Consiste de duas cadeias pesadas (por exemplo, tipo G) combinado com as duas cadeias leves, que são kappa (k) ou lambda (l). Portanto, os dois subtipos mais comuns de mieloma têm cadeias pesadas idênticas (isto é, IgG kappa e IgG lambda). Se só as cadeias leves kappa e lambda forem produzidas, resulta num mieloma de cadeias leves kappa ou lambda (Bence-Jones). Os termos pesados ou leve referem-se ao tamanho, ou peso molecular da proteína, sendo que as cadeias pesadas são maiores do que as cadeias leves. Como as cadeias leves são menores, elas são mais facilmente filtradas pelo rim, sendo encontradas na urina como proteinúria de Bence-Jones.

IgM

Geralmente associada à macroglobulinemia de Waldenström. Em casos raros, pode ser um tipo de mieloma.

Imunodeficiência

Uma redução na capacidade do corpo de combater infecções e doenças.

Imunofixação

é um método imunológico utilizado para identificar o tipo de proteína M (IgG,IgA, kappa ou lambda). É uma técnica de coloração muito sensível, que identifica exatamente os tipos de cadeia (pesada ou leve) das proteínas monoclonais.

Imunoglobulina (Ig)

Uma proteína produzida pelos plasmócitos; uma parte essencial do sistema imunológico do corpo. As imunoglobulinas atacam as substâncias estranhas (antígenos) e auxiliam a destruí-las. As classes de imunoglobulinas são IgG, IgA, IgD, IgE e IgM.

Imunossupressão

Enfraquecimento do sistema imunológico que causa uma capacidade reduzida de combater infecções e doenças. A imunossupressão pode ser deliberada, como na preparação para o transplante de medula óssea para impedir a rejeição pelo hospedeiro ao tecido do doador, ou acidental, como geralmente ocorre após a quimioterapia para o tratamento do câncer.

Imunoterapia

Tratamento que estimula as defesas naturais do corpo a combater o câncer. Também chamado de terapia biológica.

Incidência

O número de novos casos de uma doença diagnosticados a cada ano.

Infusão

Meio de fornecimento de líquidos ou medicações na corrente sanguínea durante um período de tempo.

Inibidores da angiogênese

Compostos que tentam cortar o suprimento sanguíneo aos tumores.

Inibir

Interromper algo ou mantê-lo estável.

Injeção

Aplicação de uma medicação no corpo com o uso de uma seringa e agulha.

Interferon

Um hormônio produzido naturalmente (citocina) liberado pelo corpo em resposta a uma infecção ou doença que estimula o crescimento de determinadas células do sangue que combatem doenças no sistema imunológico. O interferon pode ser artificialmente produzida por técnicas de engenharia genética e usada como uma forma de imunoterapia, principalmente na fase de manutenção (platô) para bloquear qualquer novo crescimento do mieloma e, assim, adiar ou evitar a recidiva.

Interleucina

Uma substância química produzida naturalmente liberada pelo corpo ou uma substância usada na terapia biológica. As interleucinas estimulam o crescimento e atividades de determinados tipos de glóbulos brancos. A interleucina-2 (IL-2) é um tipo de modificador de resposta biológica que estimula o crescimento de determinadas células do sangue no sistema imunológico que podem combater alguns tipos de câncer. A interleucina-6 (IL-6) é uma citocina que é um potente estímulo às atividades de osteoclastos e plasmócitos.

Lactato desidrogenase (LDH)

Uma enzima que pode ser usada para monitorar a atividade do mieloma.

Lesão

Uma área de alteração do tecido anormal. Um caroço (nódulo) ou abscesso que pode ser causado por lesão ou doença, como o câncer. No mieloma, “lesão” pode se referir a um plasmocitoma ou um ‘buraco’ no osso.

Lesões líticas

A área danificada de um osso que se apresenta como uma mancha escura em uma radiografia quando uma quantidade suficiente do osso sadio em qualquer área é corroída. As lesões líticas se assemelham a ‘buracos’ no osso e são evidência de que o osso está sendo enfraquecido.

Leucócitos

Células que ajudam o organismo a combater infecções e outras doenças. Também denominados glóbulos brancos Termo geral para diversas células responsáveis pelo combate a germes invasores, infecção e agentes causadores de alergia. Essas células começam a se desenvolver na medula óssea e são transportadas para outras partes do corpo. Entre os leucócitos específicos estão os neutrófilos, os granulócitos, os linfócitos e os monócitos.

Leucopenia

Um número baixo de glóbulos brancos.

Linfócitos

Glóbulos brancos que combatem infecções e doenças.

Macroglobulinemia de Waldenström

Um tipo raro de linfoma indolente que afeta os plasmócitos. São produzidas quantidades excessivas de proteína IgM. Não é um tipo de mieloma.

Maligno

Canceroso; capaz de invadir o tecido vizinho e se espalhar para outras partes do corpo.

Mapeamento do esqueleto

Série de radiografias simples do crânio, coluna, costelas, pelve e ossos longos para verificar a existência de lesões líticas e/ou osteoporose.

Marcador tumoral

Uma substância no sangue ou outro fluido corporal que pode sugerir que uma pessoa tem câncer.

MDR (Resistência a Múltiplos Medicamentos)

Resistência ao tratamento padrão, caracteristicamente associada à resistência a adriamicina e vincristina, ambos medicamentos quimioterápicos. A resistência é causada pelo acúmulo de p-glicoproteína na membrana celular externa das células do mieloma. Isso resulta na não entrada dos medicamentos na célula do mieloma em vez do acúmulo e da morte da célula. Os medicamentos que bloqueiam essa bomba de p-glicoproteína estão atualmente em fase de estudos clínicos (p. ex., PSC833, um novo análogo da ciclosporina).

Medula óssea

Tecido mole e esponjoso localizado no centro dos ossos que produz glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas.

Melanoma

Um câncer das células formadoras de pigmento da pele ou da retina do olho. Não associada ao mieloma, apesar da similaridade no nome.

Metástase

Disseminação de uma parte para outra do corpo. Quando as células do câncer apresentam metástase e formam tumores secundários, as células no tumor metastático são como as do tumor original (primário). Este termo é comumente usado para descrever um processo de doença em tumores sólidos (por exemplo, mama, próstata) e não no mieloma, que é um câncer relacionado ao sangue.

Mielóide

Refere-se a mielócitos, um tipo de glóbulo branco (leucócito). Também chamado de mielogênico. O mieloma é um câncer não mieloide.

Mieloma assintomático

Mieloma que apresenta ausência de sinais e sintomas da doença. Também chamado de mieloma indolente ou de estágio inicial.

Mielossupressão

Um decréscimo na produção de eritrócitos, plaquetas e alguns linfócitos pela medula óssea.

Modificadores de resposta biológica (MRBs)

Substâncias que estimulam a resposta do corpo contra infecções e doenças. O corpo produz naturalmente pequenas quantidades dessas substâncias. Os cientistas conseguem produzir em laboratório algumas delas em grande escala e as usam no tratamento contra o câncer.

Molécula

A menor partícula de uma substância que apresenta todas as propriedades da substância e é composta de um ou mais átomos.

Monócito

Um tipo de célula sanguínea branca (leucócito).

Monoclonal

Um clone ou duplicata de uma única célula. O mieloma se desenvolve a partir de um único plasmócito maligno (monoclone). O tipo de proteína do mieloma produzido é também monoclonal; uma forma única ao invés de muitas formas (policlonal). O aspecto prático importante de uma proteína monoclonal é que ela apresenta uma forma de pico (M-pico) no teste de eletroforese do soro.

Nefelometria

é o método laboratorial mais utilizado para determinar a quantidade de proteína do mieloma no sangue. (veja imunofixação que determina o tipo de proteína do mieloma). A nefelometria utiliza uma técnica de dispersão de luz e deve ser checada com a eletroforese para assegurar sua precisão.

Neoplasia

Um novo crescimento de tecido ou células; um tumor que pode ser mencionado como benigno ou maligno.

Neutrófilo

Um tipo de leucócito necessário para combater a infecção bacteriana.

Neutropenia

Um nível reduzido de neutrófilos. A quimioterapia citotóxica tem a tendência de induzir a neutropenia. Em contrapartida, linfócitos que são mais importantes em infecções virais tendem a não ser afetados pelo tratamento citotóxico. A neutropenia pode ser evitada ou reduzida usando um hormônio sintético chamado G-CSF (por exemplo, Neupogen®).

Oncogene

Um gene ou sequência de DNA que normalmente direciona ao crescimento celular, mas que também pode promover ou permitir o crescimento descontrolado do câncer, se danificado (mutado) por uma exposição ambiental a carcinógenos, ou se danificado ou ausente devido a um defeito hereditário. Um gene que tem o potencial de tornar uma célula normal em cancerosa.

Oncogênese

Parte da célula que normalmente direciona o crescimento celular, mas também pode promover ou permitir o crescimento hereditário. Gene que tem potencial para transformar um descontrolado do câncer se estiver danificada (mutada) pela exposição ambiental a carcinógenos ou se estiver danificada ou ausente devido a um defeito célula normal em cancerosa.

Oncologista

Um médico que se especializa no tratamento do câncer. Alguns oncologistas se especializam em um tipo particular de tratamento do câncer.

Osteoblasto

A célula que produz o osteoide, que ao se mineralizar com o cálcio, forma um novo osso duro.

Osteocalcina do soro / Osteocalcina sérica

Uma proteína produzida e secretada pelos osteoblastos quando eles estão produzindo osteoide. Um baixo nível reflete em mieloma ativo. Um nível acima do normal reflete mieloma estável.

Osteoclasto

Uma célula encontrada na medula óssea na junção entre a medula óssea e o osso que reabsorve ou degrada o osso velho. No mieloma, os osteoclastos são superestimulados, ao passo que a atividade osteoblástica é bloqueada. A combinação de reabsorção óssea acelerada e formação de novo osso bloqueada resulta em lesões líticas.

Osteóide

O produto da proteína que se torna mineralizado com o cálcio para formar ossos duros.

Osteonecrose da mandíbula

Um problema de mandíbula observado em uma pequena porcentagem de pacientes que tomam bisfosfonatos. A condição produz dor, inchaço e dano ósseo ao redor dos alvéolos dentários nas mandíbulas. Existe necrose óssea ou perda óssea que pode levar à perda de dentes, arestas afiadas do osso exposto, esporões ósseos e à quebra de espículas ósseas pequenas ou à morte do dente. Uma definição de caso é ≥3 meses com a não cicatrização do osso exposto. Sintomas podem inicialmente não ser visíveis, ou podem incluir dor, inchaço, dormência ou sensação de “mandíbula pesada”, ou a perda de um dente.

Osteoporose

Redução na densidade óssea tipicamente associada à velhice. O envolvimento difuso de ossos com mieloma produz o que se assemelha a osteoporose na radiografia e na medição da densidade óssea.

Pamidronato dissódico (Aredia)

este bisfosfanato inibe os osteoclastos. Devem ser administrados por via intravenosa a cada 3 a 4 semanas, de 60 a 90 mg em 500 cc ou D5W.

Patologia

O estudo da doença pelo exame de tecidos e fluidos corporais sob o microscópio. Um médico que se especializa em patologia é chamado de patologista.

Pesquisa do esqueleto/pesquisa metastática

Uma série de raios x simples do crânio, coluna, costelas, pelve e ossos longos para procurar lesões líticas e/ou osteoporose.

Pesquisa metastática

Ver Mapeamento do esqueleto

PET (tomografia por emissão de pósitron)

Exame diagnóstico que usa uma câmera sofisticada e um computador para gerar imagens do corpo. Mostra a diferença entre os tecidos saudáveis e os que apresentam um funcionamento anormal.

Pico M

é um outro nome para proteína M. O pico se refere ao desenho pontiagudo que ocorre na eletroforese, quando a proteína M esta presente.

Placebo

Substância inerte (inativa) corriqueiramente usada em estudos clínicos para comparação com um medicamento experimental.

Plaquetas

Um dos três principais elementos do sangue, outros sendo as hemácias e os leucócitos. As plaquetas fecham brechas nas paredes do vaso sanguíneo e liberam substâncias que estimulam a formação do coágulo sanguíneo. As plaquetas são a principal defesa contra o sangramento. Também chamadas de trombócitos.

Plasma

A parte líquida do corpo em que eritrócitos, leucócitos e plaquetas são suspensas.

Plasmaférese

O processo de remover determinadas proteínas do sangue. A plasmaférese pode ser usada para remover altos níveis de proteína monoclonal do mieloma do sangue de pacientes com mieloma.

Plasmocitoma

É um conjunto de plasmócitos encontrados em uma única localização, por exemplo, em tecidos moles ou osso, e não são disseminadas.

Plasmocitoma extramedular

Um tumor feito de plasmócitos monoclonais que é encontrado no tecido mole fora da medula óssea.

Plasmocitoma solitário do osso

Uma massa discreta e única de plasmócitos monoclonais em um osso. O diagnóstico de SBP requer uma lesão óssea solitária, uma biópsia que mostre infiltração de plasmócitos; resultados de imagem negativos para outras lesões ósseas; ausência de plasmócitos clonais em uma amostra aleatória de medula óssea; e nenhuma evidência de anemia, hipercalcemia, ou envolvimento renal sugerindo mieloma sistêmico.

Plasmócitos

Glóbulos brancos especiais que produzem anticorpos. A célula maligna no mieloma. Plasmócitos normais produzem anticorpos para combater a infecção. No mieloma, plasmócitos malignos produzem grandes quantidades de anticorpos anormais que não têm capacidade de combater infecções. Os anticorpos anormais são a proteína monoclonal, ou proteína M. Os plasmócitos também produzem outras substâncias químicas que podem causar dano ao órgão e ao tecido (ou seja, anemia, dano renal e dano ao nervo).

Port-O-Cath

Cateter conectado a um disco introduzido cirurgicamente logo abaixo da pele no tórax ou no abdome. O cateter é implantado em uma veia ou artéria de grosso calibre diretamente na corrente sangüínea. Soluções, medicamentos ou hemoderivados podem ser administrados por esse cateter; sangue pode ser coletado por uma agulha inserida no disco.

Port-Peritoneal

Cateter conectado a um disco introduzido cirurgicamente no abdome. O cateter é implantado para administrar quimioterapia no peritônio (cavidade abdominal).

Pré-canceroso

Um termo usado para descrever uma condição que pode se tornar ou é provável que se torne câncer.

Prognóstico

O resultado projetado ou curso de uma doença; a chance de recuperação; a expectativa de vida.

Proliferação celular

Um aumento no número de células como resultado do crescimento e da divisão celular.

Proteínas M (pico M)

Anticorpos ou partes de anticorpos encontrados em quantidades anormalmente elevadas no sangue ou urina de pacientes com mieloma múltiplo. Pico M refere-se ao padrão pontiagudo que ocorre na eletroforese da proteína quando uma proteína M está presente. Sinônimo de proteína monoclonal e proteína do mieloma. (Ver “monoclonal” )

Protocolo

Um plano detalhado de tratamento que inclui a dose e a esquema dos medicamentos usados.

Quimioterapia

O tratamento de câncer com medicamentos que matam todas as células de rápida divisão.

Quimioterapia adjuvante

Tratamento administrado junto com o tratamento primário para melhorar a eficácia desse tratamento primário; utilizado normalmente após a remoção cirúrgica de todo o tumor detectável.

Quimioterapia Combinada

“Quimioterapia de combinação” usa mais de um medicamento em um regime de tratamento para câncer.

Radiologista

Um médico que se especializa na criação e interpretação de imagens de áreas dentro do corpo. As imagens são produzidas com raios x, ondas sonoras, campos magnéticos ou outros tipos de energia.

Radioterapia

Tratamento com raios x, raios gama ou elétrons para danificar ou matar células malignas. A radiação pode vir de fora do corpo (radiação externa) ou de materiais radioativos colocados diretamente no tumor (implante radioativo).

Raios-X

Radiação eletromagnética de alta energia usada em baixas doses para diagnosticar doenças e em altas doses para tratar o câncer.

Recidiva

O reaparecimento de uma doença após um período de remissão.

Recorrência

Reaparecimento de uma doença após um período de remissão.

Recrutamento

Processo de admissão de pacientes em um estudo clínico (ensaio clínico) ou número de pacientes já admitidos ou previstos para serem admitidos em um estudo.

Refratário

Doença que não é responsiva a tratamentos padrão.

Regressão

O encolhimento do crescimento do câncer.

Remissão Completa (RC)

RC é a ausência de proteína do mieloma no soro e/ou urina pelo teste padrão; ausência de células do mieloma na medula óssea e/ou outras áreas de envolvimento do mieloma; remissão clínica e melhora de outros parâmetros laboratoriais para o normal. RC não é o mesmo que cura.

Remissão ou Resposta

Desaparecimento completo ou parcial dos sinais e sintomas de câncer. Remissão e resposta são termos intercambiáveis.

Remissão Parcial Muito Boa

Remissão Parcial Muito Boa é um pouco menos que RC, ou seja, quando os níveis de proteína do mieloma são reduzidos em ≥90%, mas não totalmente.

Remissão parcial/resposta parcial (RP)

RP é um nível de resposta menor que RC. Em estudos de SWOG, significou >50% e 50% de resposta.

Remodelamento ósseo

A coordenação (acoplamento) normal entre osteoclastos (que reabsorvem ou destroem o osso) e osteoblastos (que criam nova matriz óssea) para manter um estado equilibrado de produção e destruição óssea.

Resistência a medicamentos

O resultado da capacidade das células de resistirem aos efeitos de um medicamento específico.

Resistência a múltiplos medicamentos

Uma resistência ao tratamento padrão, tipicamente associada a Adriamicina e vincristina, ambas medicamentos quimioterápicos. A resistência é causada por um acúmulo da glicoproteína p na membrana externa da célula do mieloma. Isto resulta em medicamentos que não conseguem penetrar na célula do mieloma, ao invés de se acumular e, por fim, matar a célula.

Ressonância magnética (RM)

Um teste diagnóstico que usa a energia magnética, ao invés da energia dos raios x, para produzir imagens detalhadas bi ou tridimensionais de órgãos e estruturas dentro do corpo. Oferece imagens de alta resolução de tecidos moles, especialmente da coluna vertebral, mas é menos precisa para lesões ósseas.

Ressonância Nuclear Magnética (RNM)

As imagens do corpo são obtidas por energia magnética, ao invés de energia raio-X. As imagens obtidas têm uma alta resolução dos tecidos moles, especialmente na coluna vertebral, mas é menos precisa para lesões ósseas.

RNA (ácido ribonucléico)

Qualquer dos vários ácidos nucléicos associados ao controle das atividades químicas celulares. O RNA é um dos ácidos nucléicos encontrados em todas as células - o outro é o DNA (ácido desoxirribonucléico). O RNA transfere as informações genéticas do DNA para as proteínas produzidas pela célula.

Síndrome mielodisplásica

Uma condição em que a medula óssea não funciona normalmente e não produz células sanguíneas em quantidade suficiente. Esta condição pode progredir e se tornar uma leucemia aguda.

Sistema imunológico

O grupo complexo de órgãos e células que produzem anticorpos para defender o corpo contra substâncias estranhas, como bactérias, vírus, toxinas e cânceres.

Sobrevida livre de doença

A duração de tempo que o paciente sobrevive sem câncer detectável.

Sobrevida livre de progressão

O período de tempo durante o qual o paciente sobrevive e o câncer não piorou. A sobrevida melhorada de um paciente que pode ser diretamente atribuída ao tratamento fornecido para o mieloma. Este termo identifica pacientes com mieloma que estão em remissão completa versus aqueles que tiveram um episódio de recidiva ou progressão.

TDL (Toxicidade Dose-Limitante)

Efeitos colaterais suficientemente graves que impedem a continuação da administração dos tratamentos.

Terapia de indução

O tratamento inicial usado em um esforço para atingir a remissão em um paciente recém-diagnosticado com mieloma.

Terapia de manutenção

Medicamentos fornecidos a pacientes em remissão para adiar ou evitar uma recidiva.

Terapia gênica

Tratamento que altera genes. Usando genes que estimulam o sistema imunológico. Em estudos de terapia gênica para o câncer, os pesquisadores estão tentando melhorar a capacidade natural do corpo de combater a doença e tornar o tumor mais sensível a outros tipos de terapia. O tratamento foca na substituição de genes danificados ou ausentes por cópias sadias.

Terapia sistêmica

Tratamento que utiliza substâncias que trafegam pela corrente sanguínea, atingindo e afetando células cancerosas em todo o corpo.

Teste de Amiloidose

biópsia da gordura subcutânea. Se negativa, mesmo corando com vermelho Congo, podem ser realizadas a biópsia da medula óssea, rim ou retal.

Teste de antígeno contra leucócito humano (HLA)

Um exame de sangue usado para avaliar se o sangue ou medula óssea do doador é compatível para um receptor de transfusão ou transplante.

Teste de Medula óssea

utilizada para fazer o diagnóstico e monitorar a condição da doença.

Teste de Ossos

pesquisa de rotina do esqueleto (raios-X, ressonância magnética e/ou tomografia para detectar as áreas comprometidas. Testes mais experimentais são o escaneamento MIBI do corpo inteiro e/ou o escaneamento PET).

Teste de Sangue

contagens rotineiras, testes que avaliam a função renal e hepática, testes bioquímicos, DHL, nível de proteína do mieloma, beta 2 microglobulina do soro, PCR e índice de marcação de células plasmáticas.

Teste de Urina

uma coleta de 24 horas para medir a proteína de Bence-Jones e a excreção da creatinina.

TNF (Fator de necrose tumoral)

Tipo de modificador de resposta biológica que pode melhorar a resposta natural do corpo à doença.

Tomografia Computadorizada Axial (TAC)

Um teste que usa raios-X computadorizados para criar imagens tridimensionais de órgãos e estruturas dentro do corpo, usado para detectar pequenas áreas de dano ósseo ou de envolvimento de tecido mole.

Toxicidade limitante da dose (TLD)

Efeitos colaterais graves o suficiente para impedir que mais tratamento seja fornecido.

Toxinas

Veneno produzido por determinados animais, plantas ou bactérias.

Transfusão

A transferência de sangue ou produtos sanguíneos.

Transplante

Existem diversos tipos diferentes de transplante.

Transplante Alogênico

A infusão de células-tronco ou de medula óssea de um indivíduo (doador) para outro (receptor). Um paciente recebe medula óssea ou células-tronco de um doador compatível, embora não geneticamente idêntico.

Transplante Autólogo

Um procedimento em que as células-tronco são removidas do sangue de um paciente e depois são devolvidas ao paciente após tratamento intensivo.

Transplante de células-tronco do sangue periférico (CTP)

Os médicos removem células-tronco sadias do sistema sanguíneo circulante de um paciente (não da medula óssea) e as armazenam antes do paciente receber alta dose de quimioterapia para destruir as células cancerosas. As células-tronco são então devolvidas ao paciente, onde elas podem produzir novas células sanguíneas para substituir as células destruídas pelo tratamento.

Transplante de medula óssea

Este termo refere-se ao processo da coleta de células-tronco da medula óssea e sua infusão em um paciente. Este termo é usado com menos frequência atualmente no mieloma, já que as células-tronco são agora coletadas do sangue periférico ou circulante.

Transplante Singênico

A infusão de medula óssea ou células-tronco células-tronco de um gêmeo idêntico para outro.

Transplantes de doador compatível não aparentado

– Refere-se aos procedimentos de transplante de células-tronco em que o paciente e as células-tronco são geneticamente compatíveis, porém não pertencem a membros da mesma família. Este procedimento não é recomendado para pacientes com mieloma porque possui uma taxa de mortalidade muito alta.

Tratamento de consolidação

Fase do tratamento em que se tenta melhorar a resposta obtida com o tratamento inicial. Em geral, envolve doses mais altas de citostáticos ou medicamentos não utilizados previamente.

Tratamento de indução

Tratamento inicial utilizado para tentar a remissão de um mieloma recém-diagnosticado.

Tratamento de manutenção

Quimioterapia administrada a pacientes em remissão para atrasar ou prevenir uma recidiva.

Tratamento de suporte

Tratamento administrado para prevenir, controlar ou aliviar complicações e efeitos colaterais e melhorar o conforto e a qualidade de vida do paciente.

Tratamento paliativo

Tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida aliviando a dor e os sintomas da doença, mas não intencionado a alterar o seu curso.

Trombocitopenia

Um baixo número de plaquetas no sangue. O nível normal é de 150.000-250.000. Se a contagem plaquetária for de menos de 50.000, podem ocorrer problemas de sangramento. Sangramento importante é geralmente associado a uma redução para menos de 10.000.

Trombócitos

Ver “Plaquetas.”

Tumor

Massa anormal de tecido resultante da divisão excessiva de células. Os tumores não têm nenhuma função útil para o corpo. Podem ser benignos ou malignos.

Ureia sanguínea

Medida do nível de ureia no sangue. A ureia é eliminada pelos rins. A ureia sanguínea é um exame laboratorial que avalia a função renal. Doenças, como o mieloma, que comprometem a função renal, costumam causar aumento dos níveis de ureia sanguínea.

Vacina

Uma preparação de microrganismos mortos, organismos vivos atenuados ou organismos vivos completamente virulentos que é administrada para produzir ou aumentar artificialmente a imunidade para uma doença em particular.

Vírus

Uma pequena partícula viva que pode infectar células e modificar o modo como as células funcionam. A infecção com um vírus pode causar o desenvolvimento de sintomas em uma pessoa. A doença e sintomas que são causados dependem do tipo de vírus e do tipo de células que são infectadas.



Última atualização 08/04/2014